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O Ritmo do Algoritmo

15 de out.
3 min de leitura

Vivemos em um mundo completamente “Black Mirror”, onde estamos cada vez mais afundados nas redes sociais, mantendo muito tempo de tela diário e pouquíssimo tempo de atenção - a gente pula um vídeo a cada 13 segundos em média -   faz com que  e isso faz com que a gente perca um tempo precioso no nosso dia. Quantas vezes você achou que ia ver um vídeo de 30 segundos e depois de duas horas de rolagem infinita, percebeu que perdeu uma tarde na frente do celular? 

Além disso, frequentemente, somos bombardeados por propagandas de produtos que só falamos que gostaríamos de comprar e isso não é coincidência; seu celular também não está te “ouvindo”. É pior que isso. 

A gente usa o celular pra tudo. Desde fazer compras no mercado até buscar um relacionamento e por isso, pesquisamos tudo nessa tela de poucos centímetros e aí, quando a gente menos espera, “boom”, encontramos aquela piscina de 2.000 litros, de lona, que a gente não sabe nem onde vai botar em casa, mas que por algum motivo, a gente acha que precisa naquele momento. Dois cliques, comprado. 

Isso é o que eu vou chamar de “o ritmo do algoritmo” nesse texto. E por que eu decidi falar sobre isso e voltar a escrever depois de um tempo? Fácil de responder. Estou em psicose política e você vai ver o quanto uma coisa tem a ver com a outra. 

Algumas pessoas se perguntam por que outras pessoas acabam amizades e até amores ou paixões por conta de política e a resposta está ali, nas próprias redes. A cada like, comentário e compartilhamento, o algoritmo entende qual o tipo de conteúdo você quer ver e te entrega cada vez mais daquilo. 

Esse que vos fala, está em psicose política e nos últimos dias, quando entra no feed, em qualquer rede social, encontra uma enxurrada de vermelho. Por todos os lugares. 

Mas iremos a um fato. O que “rende” nesse ambiente digital é polêmica, meeme e o mais sinistro de todos, o discurso de ódio. O porquê disso? Aí eu não sei te dizer ao certo. Mas posso chutar. 

Quando Donald Trump assumiu seu atual mandato, todos os magnatas (oligarcas) do Vale do Silício estavam presentes na posse do mandatário americano, sem exceção. E o motivo disso é que Donald Trump prometeu um protecionismo exacerbado, que praticamente acaba com qualquer concorrência no meio digital e com uma promessa: O Brasil seria dos Estados Unidos. Sim, essa foi uma promessa feita ao Vale do Silício, já que o Brasil é o segundo maior produtor - atrás da China – de Terras Raras, que são amplamente usadas na indústria dos chips que fabricam os “Data Centers”, que possibilitam cada vez mais o avanço da IA. E não pense que a IA está em questão à toa. Isso é a nova Guerra Fria. 

O Brasil está passando por eleições gerais, onde no dia 25 de Outubro, brasileiros e brasileiros vão escolher entre um estadista e um projeto de fascista que não consegue manter uma promessa que faz na TV. Inclusive, ontem, faltou à discussão e votou remotamente  o fim da escala 6x1, depois de prometer que apoiaria a proposta. 

E onde entram as bigtechs nesse projeto de “fascismo à brasileira”? 

Viralizaram vídeos e fotos nas redes sociais, onde a IA da Meta, seja no Facebook ou no Whatsapp não permitia que usuários criassem imagens com o nome de Lula e o seu número de legenda. Na contramão, a IA gerava sem nenhum problema, imagens que exaltavam o candidato inominável do PL. 

O fato é que o Brasil está sofrendo ataques e mais ataques contra a sua democracia, que é novíssima e os EUA, principalmente através das bigtechs, que priorizaram conteúdos da extrema-direita nos últimos anos e agora, perto das eleições, apareceu com um “problema técnico” que tirou visualizações, incrivelmente, somente de canais de esquerda. 

Esse é o ritmo dos algoritmos. 

Eles precisam das nossas Terras Raras e topam, a qualquer custo usurpar a nossa democracia pra isso. 

Atenção com o que você curte, comenta e compartilha. Vigilante.

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